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Surdo de primeira
É o maior surdo e o que dá o andamento principal ao samba,
servindo como base. Os puxadores se guiam por ele para não acelerar
ou desacelerar o canto do samba. Em geral, há um surdo de primeira
junto aos puxadordes, como guia. Tem uma afinação mais forte
e mais aguda do que a dos surdos de resposta. |
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Surdo de segunda
É a resposta ao surdo de primeira. Serve como sustentação
para o samba no momento em que o surdo de primeira está 'parado',
sendo um contraponto. |
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Surdo de terceira
Aparece entre os outros dois (um pouco antes do surdo de segunda). Serve
para dar um molho especial à cadência, quebrando a dureza
dos outros surdos e dando um balanço à marcação.
A batida varia de escola para escola, pois cada uma utiliza um tempo de
corte. |
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Caixa de guerra
É o que dá o som característico ao samba. Só
com o som da caixa já se pode identificar uma escola de samba. É
sempre tocado com duas baquetas, e tem duas cordas sobre o 'couro' que
dão uma afinação diferente. Marca o andamento, mas
permite floreios que não ocorrem nos surdos. A forma como se toca
uma caixa varia também de escola para escola: algumas utilizam o
instrumento embaixo, na altura da cintura, tocando normalmente com as duas
mãos; outras põem a caixa 'em cima', utilizando uma mão
como apoio e a outra livre. O tarol é uma caixa de guerra mais fina.
O som é muito semelhante, e o tarol, em tamanho, equivale a 'meia
caixa'. |
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Repique
É uma resposta à caixa. É bastante utilizado nas paradinhas
e nas viradas do samba, como 'senha' para a volta dos demais instrumentos.
Antigamente, utilizava-se predominantemente o repique nas paradinhas. Hoje,
já admite-se o uso de chocalhos, tamborins e outros, enquanto o
resto da bateria silencia. |
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Chocalho
É formado por várias fileiras de 'chapinhas'. Há chocalhos
com duas, três, quatro, cinco e até seis fileiras. Não
há uma grande diferença no som dos chocalhos devido ao número
de fileiras (mas uma maior quantidade de fileiras produz um som mais forte).
Esse instrumento aparece mais nos refrões, e fica passagens inteiras
do samba sem ser tocado. O chocalho ajuda a caixa a dar o suingue do samba,
mas é mais leve. |
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Tamborim
É um dos instrumentos mais importantes, já que faz todo o
desenho do samba. Enquanto os surdos e a caixa fazem uma marcação
contínua, o tamborim faz diferentes bossas no samba. Sua baqueta
pode ter ponta única ou múltipla, o que produz sons diferentes.
Por sua importância dentro da bateria, o naipe de tamborins costuma
ter diretores específicos para ele. |
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Cuíca
O som da cuíca é produzido através de uma pequena
haste que fica em seu interior, que puxa um esticadíssimo couro
que reveste o instrumento. Seu andamento é dependente da marcação
dos surdos, que são seguidos pela cuíca. As cornetas e outros
apetrechos que aparecem em algumas cuícas na Avenida são
meramente decorativas. |
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Agogô
Tem um dos sons mais agudos da bateria. A bateria do Império Serrano
é famosa por privilegiar seu naipe de agogôs, o que acabou
por se tornar uma das maiores marcas da escola. Em 2001, serão mais
de 50 agogôs na bateria da verde-e-branco de Madureira. |
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Reco-reco
Formado por uma haste e um pedaço de madeira (ou metal), seu som
é produzido pelo atrito entre essas partes. Algumas baterias já
não têm mais reco-recos entre seus ritmistas, mas muitas ainda
mantêm esse instrumento. O instrumento observado à esquerda
é feito de metal, assim como sua vareta. |
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Pandeiro
Dá um ritmo característico ao samba, mas tem um som pouco
audível no conjunto da bateria. Por isso, muitas escolas aboliram
o pandeiro de suas baterias. É usado como 'alegoria' por muitos
ritmistas, que o tocam para as mulatas sambarem e fazem coreografias. |
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Prato
Outro instrumento utilizado basicamente como 'alegoria' pelos ritmistas.
Em geral, as escolas têm uma ou duas pessoas com o prato, à
frente da bateria, sambando e fazendo malabarismos com os pratos. O som,
produzido pela batida de um prato no outro, é bastante forte. |